Capetinga

A ocupação e a demarcação do território capetinguense se deram por volta de 1830, através do Capitão Antônio Teodoro de Sousa, que se estabeleceu no lugarejo quando as terras ainda eram desertas, com aspecto de sertão bruto.

Vindo de Perdões de Lavras, o capitão abriu estradas, chegou às margens do Ribeirão Capetinga tomando posse da área e construindo a primeira habitação no local.  Antônio fez parte do pioneirismo mineiro. Quando chegou no território onde é hoje a cidade de Capetinga, não teve receio do povo rude dos sertões incultos de Minas Gerais, nem dos botes de cascavéis, nem das doenças e das feras que existiam por entre as matas virgens das serras.

 

Conforme os relatos de um antigo poeta da cidade, chamado Hildebrando Nascimento, “o Capitão Antônio Teodoro foi um dos homens que desbravaram essa região. Chegou em cargueiros, abrindo picadas até o sítio onde construiu sua fazenda. A área adquirida abrangia o alto da serra em curva do Rio Cascavel e vertentes do Ribeirão Capetinga.

 

Diziam ser um homem ríspido, tenaz e enérgico com seus bens. Foi ele quem abriu as primeiras passagens para os lugares próximos do povoado, como São Sebastião do Paraíso, Santa Rita de Cássia, Dores do Aterrado e as divisas com o Estado de São Paulo como, por exemplo, Patrocínio do Sapucaí e Vila Franca do Imperador”, conta.

Apesar de ser considerado o patriarca do município, o capitão Antonio Teodoro de Sousa não foi o único responsável pela formação da cidade.Vale lembrar que toda a evolução econômico-social de Capetinga se deu a partir da mão-de-obra escrava.

No início, o território capetinguense – que inclui a cidade de Capetinga e Peixotos (Goianazes) – fazia parte do município de São Sebastião do Paraíso. A área só foi desmembrada em 7 de setembro de 1923, por força da Lei Estadual nº. 843. Foi essa lei que criou oficialmente a sede do povoado de “São José do Capetinga”, que a partir desta data passou a figurar como distrito de Paraíso.

 

Já em 1925, o povoado foi elevado a Vila. Nesse mesmo ano, tem-se notícia da criação da primeira escola pública da cidade. Em 1º de março de 1926, os habitantes de “São José do Capetinga” participaram do primeiro pleito realizado para eleger o presidente e vice-presidente da República. Foi após esse acontecimento que foram registrados períodos de grande progresso na cidade, com desenvolvimento em todos os setores.

 

As plantações cafeeiras tiveram o seu ponto máximo na economia local. A pecuária também ganhou força, houve então a policultura em grande escala. Em 1928 há relatos de que na cidade apareceu o primeiro automóvel, do proprietário Ozório Nascimento Faleiros e, na área de educação, mais duas unidades escolares foram implantadas, ficando conhecidas como Escolas Reunidas.

 

No ano de 1933, por autorização do Secretário de Educação do Estado, Noraldino Lima, o prédio onde funcionava as Escolas Reunidas foi reformado e adequado para o Grupo Escolar, abrigando quatro classes. A unidade educacional foi entregue à população em 1934.

Um fato importante para a cidade foi registrado em 12 de janeiro de 1936, que foi a nomeação do padre Alfeu de Melo e Castro como pároco local. Ele teve participação importante na vida religiosa de Capetinga, pois foi um dos responsáveis pela construção da Igreja do Divino Espírito Santo, local da primitiva capela erigida por Cônego Heriberto. 

 

Decreto-Lei dá independência à cidade

 

Em 17 de dezembro de 1938, por força do Decreto-Lei nº 148, foi criado oficialmente o município de Capetinga, tendo Goianazes como seu distrito, estando ambos oficialmente desmembrados de São Sebastião do Paraíso.

 

Neste mesmo ano, por ato do governador do estado de Minas Gerais, foi nomeado como primeiro prefeito da cidade, José do Nascimento Pimenta. A partir de 1950, nasce a segunda escola particular no município, coordenada pela professora Inácia Teodoro de Souza. Capetinga se destaca na produção de café.

Em 60, o destaque vai para as manifestações culturais da população, através das congadas e folias de reis. A comunidade busca diversão, cultura e arte através de tecnologias como a televisão, o cinema e o rádio. Nos anos 70, houve um crescimento vertiginoso na economia local.

 

Aparecem novas construções, novas ruas, cresce a frota de veículos e é formada a estrutura da cidade interiorana. Foi nesta década que foi introduzido definitivamente o asfalto na cidade, as pequenas indústrias e o Hospital São José.

No início dos anos 80, o mercado de trabalho começa a se desenvolver. Em 1987, a cafeicultura ainda persiste como principal fonte de renda e trabalho, com produção anual estimada em 86 mil sacas. No final do período, a cidade continua se remodelando, são formados os bairros e loteamentos.

A partir de 1990, Capetinga já caminha num ritmo próprio, tendo as suas características, história, potenciais e problemas bem delimitados. Uma nova geração se forma, trazendo consigo mudanças na área política, econômica e social.

 

Fonte: Prefeitura de Capetinga