Monte Santo de Minas
As raízes históricas de Monte Santo de Minas remontam à época da mineração do ouro em Jacuí no século XVIII. Com a exaustão das jazidas na região e o consequente empobrecimento de Jacuí, as pessoas passaram a procurar terras férteis nas proximidades para praticarem a agricultura. Da comarca de Jacuí partiram várias bandeiras em busca de novas lavras e assim se formou, ao redor de uma capela construída em homenagem a São Francisco de Paula e próximo a um riacho, o povoado de São Francisco de Paula do Tejuco em 1820.
Com o seu desenvolvimento, o povoado passou à categoria de paróquia, com o nome de São Francisco de Paula do Monte Santo e, com esta denominação, é elevado a município em 1890. Em 1911, com a nova divisão administrativa, o município tem seu nome alterado para Monte Santo e, posteriormente, em 1948, para Monte Santo de Minas. Com a ascensão da cultura do café a partir da metade do século XIX e com a contrução da estação ferroviária da Mogiana em 1913, houve uma acelerada expansão econômica e populacional no município.
Na ultima década do século XIX, foi prefeito da cidade o advogado e promotor público Venceslau Brás Pereira Gomes, destacando-se na sua administração por ter introduzido o sistema de abastecimento de água na cidade. Venceslau Brás veio a ser o nono presidente do Brasil entre 1914 e 1918, durante a primeira guerra mundial.
Foi nesta fase, entre a última década do século XIX e os anos 30 do século XX, que veio um grande número de imigrantes italianos para trabalhar nas lavouras de café e nos ofícios e comércio urbano. Chegaram também imigrantes portugueses, espanhóis e sírio-libaneses. Desta época áurea do café datam algumas belas casas e imponentes edifícios muito bem conservados no centro da cidade, com mençâo especial da área ao redor do “Jardim Velho”.
A crise de 1929 levou muitas das famílias à miséria, especialmente parte da colônia italiana, que acreditou nas promessas de um banqueiro da região, Emílio Forli. Polpudos lucros eram prometidos e não foram honrados, o que ocasionou forte comoção local. Migração para a capital de São Paulo, para trabalho na nascente indústria, foi uma das consequências dessa crise. A família Bonfá, imigrantes do Vêneto radicados em Monte Santo, é um exemplo entre muitas outras dessa história.
Devido a uma excessiva dependência da economia local à atividade rural, em especial á cultura cafeeira e devido à falta de uma industria local de maior significância, Monte Santo de Minas tem sido um tradicional exportador de mâo-de-obra para outras cidades, em especial cidades industriais como Sâo Paulo, Campinas, Mogi Mirim, Paulínia, Americana e mais recentemente para Ribeirão Preto, Mococa e São Sebastião do Paraíso. Em decorrência disto, a populaçâo do município tem sido estável nas últimas décadas, crescendo muito pouco se comparada com a população brasileira como um todo. Esse é um fenômeno comum nas cidades pequenas da região do Sul de Minas e da Mogiana paulista.
A partir do início dos anos 80, devido ao aumento da mecanização das lavouras de café na área rural, houve uma migração da população rural para a área urbana do município, com criação de novos bairros populares na periferia da cidade. Isso modificou muito o aspecto da cidade. Felizmente não tem se observado um aumento demasiado de pobreza extrema entre esses novos moradores da cidade e o município tem conseguido estender a rede de saneamento básico para todas áreas novas.
Fonte: Prefeitura Municipal de Monte Santo de Minas






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