Paraguaçu
Os índios da tribo “Mandibóias”, que significa “cobra enrolada para o bote”, do grupo tupi-guarani, de nação cataguás, foram os primeiros habitantes do lugar denominado Sertões de São Sebastião, onde futuramente despontaria o Município de Paraguaçu.
Os aborígenes não eram antropófagos, porém, valentes e vingativos, e viviam às margens dos rios Sapucaí e Dourado. Em 1790, foram cedidas duas sesmarias, sendo uma para Agostinho Fernandes de Lima Barata e sua esposa Joana Maria de Oliveira, e outra, ao Capitão Manoel Luiz Ferreira do Prado e sua esposa Tereza Maria de Jesus, ambas localizadas às margens dos rios Sapucaí, Dourado, Machado e do Ribeirão Sossegado, atualmente denominado de Ribeirão do Carmo, onde hoje se constituem as cidades de Paraguaçu e Fama.
O sesmeiro Agostinho Fernandes de Lima Barata, natural de Portugal, da cidade de Góes, Bispado de Coimbra, povoou e cultivou rapidamente suas terras, prestando um dos maiores benefícios ao lugar, ao abrir os caminhos para povoados vizinhos, o que consignou enorme evolução da sesmaria pelas grandes lavouras de cana-de-açúcar existentes, pois, somente em 1885 é que a cafeicultura foi introduzida em nosso município.
Em 1805 as terras das sesmarias começaram a serem divididas através das cessões de glebas aos interessados, criando aqui o Curato, por exigência do Juiz de Sesmarias de São João Del Rei, responsável pelas sesmarias da região sul- mineira.
Em 1810 foi iniciada a construção da primeira capela no arraial, onde hoje se localiza a Igreja de Nossa Senhora da Aparecida. Em 17 de outubro de 1825, o distrito de Carmo dos Tocos foi desmembrado de Campanha – MG, passando a pertencer a Freguesia de São José e Dores de Alfenas. Em 15 de março de 1840, por disposição da Lei Provincial nº 168, criou-se o Distrito do Carmo da Escaramuça, fazendo parte da Freguesia de Campanha-MG.
A partir de 29 de maio de 1848, foi instalada a Freguesia do Carmo da Escaramuça. Em 1888, foi realizado aqui no Carmo da Escaramuça, o
Congresso de Clubes Republicanos, idealizado e coordenado por Francisco Gonçalves Leite e pelo português João Eustáchio da Costa.
Em 03 de novembro de 1890, conforme Lei Provincial nº 268, aFreguesia ou o Distrito do Carmo da Escaramuça é desmembrado de Alfenas e anexado à Machado-Santo Antônio do Machado, permanecendo assim por 21 anos até a sua emancipação, em 30 de agosto de 1911.
Em1894 aFreguesia do Carmo da Escaramuça foi elevada à condição de Paróquia do Carmo da Escaramuça, na data de 13 de maio de 1894. O topônimo do município de Paraguaçu desde sua fundação em 1790 até nossos dias recebeu quatro denominações em sua nomenclatura e duas grafias diferentes de seu nome.
O primeiro nome do arraial foi Nossa Senhora do Carmo, que assim permaneceu desde 1790 até 1810. A segunda denominação do lugar foi denominado de Carmo dos Tocos, a partir do ano de 1810, prevalecendo até o ano de 1840. Outro nome que recebeu o povoado foi o de Carmo da Escaramuça, conforme Lei Provincial de Minas Gerais nº 168, de 15 de março de 1840, nomenclatura esta que perpetuou até o ano de 1911.
O último e definitivo nome foi Paraguaçu. O Município foi criado pela Lei Estadual nº 556 de 30 de agosto de 1911, oficializando nesta data a sua emancipação. O topônimo Paraguaçu foi sugestão do então Senador Gaspar Ferreira Lopes que empreendeu inúmeros esforços para a emancipação da localidade.
Fonte: Prefeitura de Paraguaçu






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